Vencedor do Nobel de Literatura diz que destituição de presidente peruano foi inconstitucional

O vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, que concorreu à Presidência do Peru em , defendeu a manutenção das eleições gerais do país, programadas para abril de .

— Trata-se de um feito lamentável a destituição de Vizcarra, como o apontaram muitos juristas peruanos, entre eles o ex-primeiro ministro Pedro Cateriano, que chamou a atuação do Congresso de um verdadeiro golpe de Estado — salientou.

Para Vargas Llosa, o novo presidente, Manuel Merino, traiu a tradição democrática do partido ao qual pertence, o Ação Popular, agrupação de centro-direita que apoiou a candidatura do escritor nos anos . Merino era presidente do Congresso que afastou Vizcarra.

O escritou afirmou que a derrubada do presidente foi “clarissimamente reprovada” pela população e disse acreditar que os parlamentares que formaram maioria para derrubar Vizcarra serão punidos pelo povo peruano. As declarações foram dadas ao jornal peruano El Comercio.

Leia mais:Presidente afastado do Peru convoca mais protestos contra governo comandado por chefe do Congresso

— A Constituição peruana é muito clara, um presidente pode ser acusado, mas só pode ser investigado após o término de seu mandato e está claro que o Congresso violou a Constituição com essa medida o afastamento de Vizcarra.